A distância por castigo
Não quero discutir contigo
Do sentido da paixão
Basta-me sentir nas folhas
O vento onde recolhas
O bater do coração
Corre o tempo , foge a vida
Vais tu, vou eu; despedida
Está certo; dá para pensar
São muitos os meus desejos
Meus sonhos, falta de beijos
Mas um dia hei-de cantar
Fechar olhos como o galo
Para não ver do que falo
Escutar a emoção
Há muito ando perdido
Neste mundo sem sentido
Procurando a tua mão
Outrora ensinei a andar
A uma amiga sem par
Pelo caminho do meio
Seguindo o exemplo das velas
Quanto mais vento mais belas
Tudo o contrário do feio
Ensinando e aprendendo
Subindo mais que descendo
Por vezes a procurar
Onde anda o meu amor
Tal o perfume da flor
É charme de encantar
Meus amores, fosse eu fadista
Dava o peito e até a vista
A quem me quisesse por par
Sou apenas marinheiro
Por destino sou solteiro
E a lua é o meu altar.
Carlos Tronco
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