Ergue-te
Não eram palavras
nem apenas letras
muito menos sonhos
nem brisa
nem vento
sequer juramento
ou soma de nadas
era como um punho
fechado
com vida
promessa
sagrada
um sopro
à partida
o tempo que passa
e tudo transforma
uma vez em nada
outra vez adorna
a ideia levava
mais longe, mais alto
tal o sol da aurora
fica a esperança
e a dor e a lágrima
que na face dança
há-de ser a água
para flor regar
em dia em que azul
possa eu beijar
Carlos Tronco
Mondeville
12/10/06
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