
Uma trança
Feita de caminhos
Bem entrelaçados
Escondidos dos olhos
Batidos pelos ventos
Uns de fios de ouro
Os outros cinzentos
Leve como a dança
De penas perdidas
Caminhos sem rumo
Cabelos de fumo
Que mãos penteiam
Com dedos molhados
Cabelos apanhados
Por fitas de cor
Belos penteados
Carinho e amor
Caminhos sem fim
De vidas suponho
Ou fios sem prumo
Que olhar ruim
Não viu nem quer ver
Perdido a olhar
Muito devagar
Vai-se arrepender
A trança da vida
Agora desfeita
Era tão cumprida
Já não se aproveita
Hoje é carrapito
Mais pequeno claro
Também é bonito
Pois de metal raro
Carlos Tronco
Mondeville
3/01/06
Sem comentários:
Enviar um comentário