
Êxtase solitário
Se é possível no deserto, pensar haver encontrado
A sensação divina de partilhar com um Deus
Pedir que o pecado seja perdoado
Em um instante de êxtase contemplando os céus
O deserto por vezes, não é de areia feito
E a sede sentida, não se afoga em nascente
Por vezes apenas sede, de alma e de peito
A solidão maior deserto, que encontra a gente
A mão febril, passeia docemente
A sensação de até um miragem, poder tocar
Vagueia descansada, entre o seio e o o ventre
A sede do deserto água pode acalmar
A solidão consentida, se transforma em leite
Êxtase solitário, também é amar.
Carlos Tronco
Mondeville
24/10/06
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