
Dizei-me Senhora adorada
Que levais vós no regaço
Pão, vinho ou algum baraço
Para prender a alvorada?
Amarrar à terra, as mentes
Cegar os olhos do povo
Com milagres, com presentes
Trazer as trevas de novo?
Apodrecer as sementes
Do saber, da inteligência
Roubar e com frequência
Tirar esperanças às gentes
Senhor, eu apenas levo
Das rosas o seu perfume
As pétalas murcharam com o medo
Com o medo do teu ciúme
Levo brancas rosas sim
Brancas como a alva neve
São rosas para quem deve
Chorar uma vida sem fim
Carlos Tronco
Mondeville
12-03-05
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