segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A criação de um mundo





A criação de um mundo 6
Agora que o saber se encontrava protegido, tornava-se possível utiliza-lo.
Depois da água, veio a luz. Depois da luz, veio a segurança e com a segurança o belo tornou-se possível. Para decorar as nuas paredes, no quarto dia, foram cobertas de azulejo.
Primeiro azul para lembrar o mar onde se construi a identidade de um povo. Depois o azul misturou-se com o creme para testemunhar em arabescos geométricos da união entre os elementos. Enfim o creme sozinho para não esquecermos o leite materno e a nossa origem sociocultural.
A composição pretendia ser bela, e a beleza pretendia proclamar que inteligência e saber devem levar o humano à arte e não à perdição.
Em baixo o azul-escuro; em cima o creme claro. Tal é o caminho entre as trevas e a luz, entre o caos e a equidade.

1 comentário:

marinha disse...

Carlos... simplesmente gosto do que escreves e há muito não tinha esse prazer.... aqui me detive e... deliciei-me! Não vou te dizer dizer para continuares, porque sei que um artista não precisa disso!!!
Escutei teu coração...
Abraço carinhoso
Marinha