Perdido em qualquer parte, entre um céu e terra
procurando sem saber, se a vida tem sentido
sentei-me e esperei, que aparecesse algum amigo
mas a espera foi vã, mesmo se longa e sincera
Não tendo com quem falar, confiei-me ao sol que via
perguntei-lhe porque ali estava, pedi-lhe a iluminação
que me dissesse enfim, que me pegasse na mão
e mostrasse depois da noite, porque volta cada dia
Surpreendeu-me o astro rei, teve que me confessar
não sabia porque vinha, mas achava natural
uma vez que luz ele tinha, que continuasse a brilhar
Concordei com o novo amigo, que procurei imitar
estendi os magros braços, como raios, para o céu
em vez de aquecer as almas, só me consegui queimar.
Carlos Tronco
Algures
04/08/05
Acrescentar à letra cor, partilhar da alma o etéreo, mostrar da mão os calos, caminhar, ao lado, em silêncio.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Voltas
Cada madrugada novo nascimento
Promessa da eterna natureza
Permite esquecer o sofrimento
E ao vento abandonar a certeza
O que vemos será o astro rei?
Ou pálida imitação de uma verdade
Dizer-vos ao certo eu não sei
Se quiser dizer com sinceridade
Tentai sentir nos elementos
Chuva, frio, raios, tempestade
Aos sinais do céu, sejai atentos
O homem na sua incrível pequenez
Pretende dominar o universo
Quando só exprime estupidez.
Carlos Tronco
Mondeville
20/07/05
Promessa da eterna natureza
Permite esquecer o sofrimento
E ao vento abandonar a certeza
O que vemos será o astro rei?
Ou pálida imitação de uma verdade
Dizer-vos ao certo eu não sei
Se quiser dizer com sinceridade
Tentai sentir nos elementos
Chuva, frio, raios, tempestade
Aos sinais do céu, sejai atentos
O homem na sua incrível pequenez
Pretende dominar o universo
Quando só exprime estupidez.
Carlos Tronco
Mondeville
20/07/05
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Cartas
Baralho
de cartas
jogo
onde apercebo
para além
do rei
espadas
e quatro damas
números
uns poucos
e alguma fama.
Para além de batotas
Suecas
e também
o as
a bisca que
por vezes
vem por
traz
é jogo
mesmo quando
se joga
a vida
Carlos Tronco
Mondeville
15/07/05
de cartas
jogo
onde apercebo
para além
do rei
espadas
e quatro damas
números
uns poucos
e alguma fama.
Para além de batotas
Suecas
e também
o as
a bisca que
por vezes
vem por
traz
é jogo
mesmo quando
se joga
a vida
Carlos Tronco
Mondeville
15/07/05
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Cá vamos
Quando ando
tropeço
por vezes caio
Quando caio
levanto-me
por vezes magoado
Quando magoado
sinto
por vezes canto
O fado
tal um rouxinol
desesperado
Carlos Tronco
Mondeville
15/07/05
tropeço
por vezes caio
Quando caio
levanto-me
por vezes magoado
Quando magoado
sinto
por vezes canto
O fado
tal um rouxinol
desesperado
Carlos Tronco
Mondeville
15/07/05
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Quando tocar a alvorada...
É tarde
e tenho sono
e tenho sede
De sonhos
de cachaça
quando penso
A vida
tapa os olhos
é um lenço
Do condenado
alvo inocente
sonho com um poço
Fundo
e no fundo
umas moedas
Crenças
esperanças
desesperadas
Como pedras
e no fundo
alguma água
Não vejo
o Cavaleiro Andante
a triste figura
Nem de fidalga
Dulcineia
a alma pura
Basta!
para a sede, água fresca
sempre salva
Para os sonhos
vou tentar
adormecer
Eu sei
que uma fada
há-de fazer
Do meu
coração cansado
nobre tesouro
Carlos Tronco
Mondeville
12/07/05
e tenho sono
e tenho sede
De sonhos
de cachaça
quando penso
A vida
tapa os olhos
é um lenço
Do condenado
alvo inocente
sonho com um poço
Fundo
e no fundo
umas moedas
Crenças
esperanças
desesperadas
Como pedras
e no fundo
alguma água
Não vejo
o Cavaleiro Andante
a triste figura
Nem de fidalga
Dulcineia
a alma pura
Basta!
para a sede, água fresca
sempre salva
Para os sonhos
vou tentar
adormecer
Eu sei
que uma fada
há-de fazer
Do meu
coração cansado
nobre tesouro
Carlos Tronco
Mondeville
12/07/05
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Espera; são peras
E as peras já crescem
Lentamente em galho enxertado
São o fruto do labor; e merecem
De mim poeta louco, todo o cuidado
Louco, porque falo de ti as árvores
Estas longe e todo o carinho
É para aqueles ramos, como mármores
Templo, refugio, quando sozinho
Falo mas de quê, sois curiosos
Sei que escutam e estremecem
Os ramos são um pouco maliciosos
Peras fruto dos amores vegetais
Fertilizo aquelas flores com os meus sonhos
Estas longe e os meus amores são virtuais
Carlos Tronco
Mondeville
08/07/05
Lentamente em galho enxertado
São o fruto do labor; e merecem
De mim poeta louco, todo o cuidado
Louco, porque falo de ti as árvores
Estas longe e todo o carinho
É para aqueles ramos, como mármores
Templo, refugio, quando sozinho
Falo mas de quê, sois curiosos
Sei que escutam e estremecem
Os ramos são um pouco maliciosos
Peras fruto dos amores vegetais
Fertilizo aquelas flores com os meus sonhos
Estas longe e os meus amores são virtuais
Carlos Tronco
Mondeville
08/07/05
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Caroço tambem é cereja
As cerejas estão maduras
Vermelhas, redondas, puras
Suaves como o teu seio
Fruta dôce levo a boca
E o sumo até sufoca
Quando o dente; racha ao meio
Por vezes até me distraio
A sorrir como um catraio
Então o caroço engulo
Sinto um nó na garganta
Eis senão quando ela canta
O caroço deu um pulo
Estranho direis senhoras
Cantar fado a estas horas
Por causa de um carocinho
Deles nascem as “cerdeiras”
Que florescem as primeiras
Cuja sombra dá jeitinho
Vinde pois oh meus amores
Ver das “cerdeiras” as flores
Vinde enfeitar as orelhas
Redondinhas , de mãos dadas
Duas cerejas pelas caudas
Namoram como parelhas
Carlos Tronco
Mondeville
07/07/05
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Uma pétala adormece nos braços do vento
Primavera
De sonhos
Mas as flores, então?
Que abelhas beijam
Ou será em vão?
Primavera doce
Meu doce pecado
Vai passando o tempo
Vai vivendo o fado
Primavera é
O calor vadio
Dos beijos roubados
Sentir arrepio
Na pele tão macia
Os beijos depostos
Cor de primavera
Que afasta o frio
Carlos Tronco
Mondeville
17/03/05
De sonhos
Mas as flores, então?
Que abelhas beijam
Ou será em vão?
Primavera doce
Meu doce pecado
Vai passando o tempo
Vai vivendo o fado
Primavera é
O calor vadio
Dos beijos roubados
Sentir arrepio
Na pele tão macia
Os beijos depostos
Cor de primavera
Que afasta o frio
Carlos Tronco
Mondeville
17/03/05
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
As meninas dos meus olhos

Os meus olhos
cegos por lágrimas de desespero
já nenhuma lente lhes vale
Por mais que deformem
a realidade do mundo
nada mais enxergo que as lágrimas
que cobrem de líquido salgado
as minhas pupilas
A menina dos meus olhos
aprendeu assim a nadar
no lago salgado do meu pranto
e quando a tradição invoca
o milagre das rosas
eu apenas me lembro
da maldição das lágrimas
Caio a joelhos
sem força para erguer
os braços aos céus
sabendo que será inútil
pedir a "Tua" compaixão
pois já me condenaste
Os meus olhos
cegos por lágrimas de desespero
já nenhuma lente lhes vale
por mais que deforme a realidade
do mundo, nada mais enxergo que as lágrimas
que cobrem de liquido salgado
as minhas pupilas
Carlos Tronco
Mondeville
07/07/05
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Quando caiem folhas
São folhas que voam
Por vento sopradas
Que sopram os fados
Das folhas dizia
Madrugada fria
O sol a espreitar
As folhas voar
Mal amanhecia
Um voo engraçado
Há que ter cuidado
Ao rodopiar
E em cada folha
Um triste lamento
De um ramo sedento
Perdendo a folhagem
Ao longo do tempo
Da vida a imagem
Em dia cinzento
Indo com a aragem
Por vento sopradas
Que sopram os fados
Das folhas dizia
Madrugada fria
O sol a espreitar
As folhas voar
Mal amanhecia
Um voo engraçado
Há que ter cuidado
Ao rodopiar
E em cada folha
Um triste lamento
De um ramo sedento
Perdendo a folhagem
Ao longo do tempo
Da vida a imagem
Em dia cinzento
Indo com a aragem
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
As asas que me faltam
é pena
são penas
de ave ferida
de asa partida
são penas da vida
há que procurar
de um bater de asas
deixar as palavras
a ti me levar
das asas as penas
palavras serenas
beijos de encantar
eu deixo o meu ombro
abro o coração
para te escutar
não é poesia
apenas mania
de querer dizer
com poucas palavras
o que em ti me agrada
é seres natural
Carlos Tronco
Mondeville
29/06/05
são penas
de ave ferida
de asa partida
são penas da vida
há que procurar
de um bater de asas
deixar as palavras
a ti me levar
das asas as penas
palavras serenas
beijos de encantar
eu deixo o meu ombro
abro o coração
para te escutar
não é poesia
apenas mania
de querer dizer
com poucas palavras
o que em ti me agrada
é seres natural
Carlos Tronco
Mondeville
29/06/05
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Segredo de búzio
Morena singela, quando vais à praia
Ajustas à anca, o vinco da saia
A saia travada, que te fica bem
Oh linda morena, quando a onda vem
A onda que vem e molha o joelho
Na espuma branca, sentes calafrio
Quando se levanta, tu segues o fio
Voltas para casa, mirar o espelho
O cabelo solto, de livre mulher
O peito ofegante, vago respirar
Pescoço oferecido, aos beijos, que quer
Quando, penumbra e o macio ar
Envolve a tua alma, reconforta o teu ser
Ao sonho da vida, te vais entregar
Carlos Tronco
Mondeville
26/06/05
Ajustas à anca, o vinco da saia
A saia travada, que te fica bem
Oh linda morena, quando a onda vem
A onda que vem e molha o joelho
Na espuma branca, sentes calafrio
Quando se levanta, tu segues o fio
Voltas para casa, mirar o espelho
O cabelo solto, de livre mulher
O peito ofegante, vago respirar
Pescoço oferecido, aos beijos, que quer
Quando, penumbra e o macio ar
Envolve a tua alma, reconforta o teu ser
Ao sonho da vida, te vais entregar
Carlos Tronco
Mondeville
26/06/05
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Plutão
O meu caminho conduziu-me ao longe
até ao mais longínquo dos planetas
não sei se foi por medo ou foi metas
impostas pelo destino e não fui monge
Nunca o hábito me conseguiram vestir
usava apenas por tradição
como Eva antes de conhecer Adão
corpo nu juro, sem mentir
Diziam, esconde, olha, faz cobiça
e a guarda iam chamar com prontidão
não fosse eu, algum ladrão de linguiça
Era apenas o mais simples aparato
o dos amantes no momento encantado
e o que não escondia era para ser provado
Carlos Tronco
25/06/05
Procuras
até ao mais longínquo dos planetas
não sei se foi por medo ou foi metas
impostas pelo destino e não fui monge
Nunca o hábito me conseguiram vestir
usava apenas por tradição
como Eva antes de conhecer Adão
corpo nu juro, sem mentir
Diziam, esconde, olha, faz cobiça
e a guarda iam chamar com prontidão
não fosse eu, algum ladrão de linguiça
Era apenas o mais simples aparato
o dos amantes no momento encantado
e o que não escondia era para ser provado
Carlos Tronco
25/06/05
Procuras
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Sonhos e quimeras
Sinto o desejo do teu corpo no calor que transmite
Quando alongado sobre o corpo meu
E do coração eterno palpite
Amor transparente, como branco véu
Tecido frágil pronto a levantar
Ao mínimo sopro de suave vento
Basta cultivar, basta estar atento
Ao sopro do vento e ternamente beijar
O pescoço, a orelha e depois o peito
O dorso tremendo, também acariciar
E sentir na pele o carinho feito
Deixei-me adormecer; encontrei-me a sonhar
Senti-me feliz; e nos braços penas
Momentos tão ternos, que pude voar
Carlos Tronco
Caen
21/06/05
Quando alongado sobre o corpo meu
E do coração eterno palpite
Amor transparente, como branco véu
Tecido frágil pronto a levantar
Ao mínimo sopro de suave vento
Basta cultivar, basta estar atento
Ao sopro do vento e ternamente beijar
O pescoço, a orelha e depois o peito
O dorso tremendo, também acariciar
E sentir na pele o carinho feito
Deixei-me adormecer; encontrei-me a sonhar
Senti-me feliz; e nos braços penas
Momentos tão ternos, que pude voar
Carlos Tronco
Caen
21/06/05
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Abraça-me
Abraça-me
como se o meu peito fosse o mundo
como se a minha alma estivesse pura
como se o meu coração fosse louco
e capaz de bater só com brandura
abraça-me
sem pensares : é só um sonho...!
segura-me junto a ti sem me agarrar
beija-me, da-me tudo, sem pensar
eu apenas , dou palavras por tesouro
abraça-me
ando assim, sempre a pedir
peço até as estrelas a verdade
já não sei se é possível medir
deixai-me astros admirar a felicidade
abraça-me
levai com vos pelo universo os sonhos meus
e com vos irão também os meus pensares
oh estrelas apagai os meus penares
levai com vos as minhas preces até Deus
abraça-me
será que existe esse tal gigante ?
será verdade ou apenas superstição
e se existe algures na escuridão
pedi por mim estrelas lindas, pedi perdão
abraça-me
e por fim se tudo isto é verdade
se deus existe seja de que forma for
que tenha dos pobres filhos piedade
e me deixe abraçar, o meu amor
Carlos Tronco
15/06/05
Mondeville
como se o meu peito fosse o mundo
como se a minha alma estivesse pura
como se o meu coração fosse louco
e capaz de bater só com brandura
abraça-me
sem pensares : é só um sonho...!
segura-me junto a ti sem me agarrar
beija-me, da-me tudo, sem pensar
eu apenas , dou palavras por tesouro
abraça-me
ando assim, sempre a pedir
peço até as estrelas a verdade
já não sei se é possível medir
deixai-me astros admirar a felicidade
abraça-me
levai com vos pelo universo os sonhos meus
e com vos irão também os meus pensares
oh estrelas apagai os meus penares
levai com vos as minhas preces até Deus
abraça-me
será que existe esse tal gigante ?
será verdade ou apenas superstição
e se existe algures na escuridão
pedi por mim estrelas lindas, pedi perdão
abraça-me
e por fim se tudo isto é verdade
se deus existe seja de que forma for
que tenha dos pobres filhos piedade
e me deixe abraçar, o meu amor
Carlos Tronco
15/06/05
Mondeville
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Divagações
Nada mais tenho para te oferecer
Que a magia das minhas mãos
O calor de um peito esbranquiçado
Deixa a tua face adormecer
Poisada em coração, pedra a tremer
Saboreia o suporte, esquece o jeito
Que a magia das minhas mãos
O calor de um peito esbranquiçado
Deixa a tua face adormecer
Poisada em coração, pedra a tremer
Saboreia o suporte, esquece o jeito
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Não sei que dizer...
Não sei dizer
se é chuva
se é água, talvez seja mágoa
que sentes escorrer
é triste,
ver correr assim
um rio sem fim
e se ele existe,
nem sei se desagua
são lágrimas, gritos
que molham os olhos
mas depois a alma
como evaporada
dorme descansada
Carlos Tronco
Mondeville
13/06/05
se é chuva
se é água, talvez seja mágoa
que sentes escorrer
é triste,
ver correr assim
um rio sem fim
e se ele existe,
nem sei se desagua
são lágrimas, gritos
que molham os olhos
mas depois a alma
como evaporada
dorme descansada
Carlos Tronco
Mondeville
13/06/05
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Eu chamo
Eu chamo
"Demónio de Sócrates" à consciência
Ser consciente,
Estar consciente
Perder consciência
Tomar consciência.
Mas
Com o tempo
Talvez comece a misturar
Trata-se da minha verdade
Sem dúvida diferente da tua
Certamente diferente da verdade
Pois a verdade dói
Dói a dor da alma
Dói o não amor
E o escuro
Quando se faz silencioso o sentimento
Dói caminhar
Doem as pernas
Que não arrastaram pés
Sempre no mesmo lugar
Será que os sapatos têm pátria
E não a querem deixar?
Dói
Mas acaba por encantar.
A dor.
Carlos Tronco
"Demónio de Sócrates" à consciência
Ser consciente,
Estar consciente
Perder consciência
Tomar consciência.
Mas
Com o tempo
Talvez comece a misturar
Trata-se da minha verdade
Sem dúvida diferente da tua
Certamente diferente da verdade
Pois a verdade dói
Dói a dor da alma
Dói o não amor
E o escuro
Quando se faz silencioso o sentimento
Dói caminhar
Doem as pernas
Que não arrastaram pés
Sempre no mesmo lugar
Será que os sapatos têm pátria
E não a querem deixar?
Dói
Mas acaba por encantar.
A dor.
Carlos Tronco
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Riscos
Riscos
riscos negros
em folhas de papel
Branco
Como a neve branca
antes de fundir
Calor
com o calor
das almas perdidas
Arabescos
riscados em margens de folhas
como uma seguida de traços
Esotéricos
como indicando
caminhos
Impossíveis
em invisíveis mapas
de tesouros
Traços
como passos alinhavados
em caminhos incertos
Cumes
dorsos de dunas
sobe céus encobertos
Canto
lamento, perdido
em infinitos horizontes
Negros
tão tristes, medonhos
que transformam sonhos
Pesadelos
em doces lamentos
de peito rasgar
Preces
sem acreditar
que basta chorar
Pouco
e aos poucos esqueces
somos filhos teus
Oh deus!
Tu ser sem piedade
criaste a saudade
Fado
afastas-te os meus
criaste a distância
Amores
criou o deus pai
frágeis como flores
Carlos Tronco
Mondeville
08/06/05
riscos negros
em folhas de papel
Branco
Como a neve branca
antes de fundir
Calor
com o calor
das almas perdidas
Arabescos
riscados em margens de folhas
como uma seguida de traços
Esotéricos
como indicando
caminhos
Impossíveis
em invisíveis mapas
de tesouros
Traços
como passos alinhavados
em caminhos incertos
Cumes
dorsos de dunas
sobe céus encobertos
Canto
lamento, perdido
em infinitos horizontes
Negros
tão tristes, medonhos
que transformam sonhos
Pesadelos
em doces lamentos
de peito rasgar
Preces
sem acreditar
que basta chorar
Pouco
e aos poucos esqueces
somos filhos teus
Oh deus!
Tu ser sem piedade
criaste a saudade
Fado
afastas-te os meus
criaste a distância
Amores
criou o deus pai
frágeis como flores
Carlos Tronco
Mondeville
08/06/05
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O pastor
A menina de quem a cabeça se enche de estrelas
Adora, pés em terra, ver passar
Cometas, luas, constelações; são velas
Que à noite iluminam o seu olhar
O seu destino é apenas o infinito
A sua esperança, nada menos que, muitos anos luz
É tempo, muito tempo, mas conduz
Almas, talvez perdidas e é bonito
Ver a menina, de brilhantes olhos, como astros
Procurar, no vazio, na imensidão
Para alimentar seus sonhos, verdes pastos
Talvez lá, no etéreo, longínquo prado
Vida; o tal pastor que dá a mão
A todos, pobres humanos e ao seu fardo.
Carlos Tronco
Mondeville
24/05/05
Adora, pés em terra, ver passar
Cometas, luas, constelações; são velas
Que à noite iluminam o seu olhar
O seu destino é apenas o infinito
A sua esperança, nada menos que, muitos anos luz
É tempo, muito tempo, mas conduz
Almas, talvez perdidas e é bonito
Ver a menina, de brilhantes olhos, como astros
Procurar, no vazio, na imensidão
Para alimentar seus sonhos, verdes pastos
Talvez lá, no etéreo, longínquo prado
Vida; o tal pastor que dá a mão
A todos, pobres humanos e ao seu fardo.
Carlos Tronco
Mondeville
24/05/05
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Sonhos meus
O tempo, vai passando, sem dizer
Que é tempo, mais que tempo, de gritar
Basta!
É tempo de construir
Talvez, até, tempo de amar
Uma vida, não é vida, feita vento
Construir
Mas o quê, podeis dizer?
-Castelos.
...era moda em outro tempo
E porque não
Moinhos?
Sim
Simples moinhos
A vento
Para quê?
Haveis de perguntar...
Farinha
Há
E boa
No mercado
Para que içar as velas?
Porque as velas
São tão belas
Ao girar.
Às voltinhas
Sempre à volta
Digo eu
Enquanto uma vela
De moinho
Encantar
Alguém sonha
Ser; saudade...
Dar a volta
à terra de verdade
E se por acaso acontecer
Encontrar, o paraíso
Em algum ponto...
Acordo!
Largo a âncora
Depois conto...
Carlos Tronco
Mondeville
27/05/05
Que é tempo, mais que tempo, de gritar
Basta!
É tempo de construir
Talvez, até, tempo de amar
Uma vida, não é vida, feita vento
Construir
Mas o quê, podeis dizer?
-Castelos.
...era moda em outro tempo
E porque não
Moinhos?
Sim
Simples moinhos
A vento
Para quê?
Haveis de perguntar...
Farinha
Há
E boa
No mercado
Para que içar as velas?
Porque as velas
São tão belas
Ao girar.
Às voltinhas
Sempre à volta
Digo eu
Enquanto uma vela
De moinho
Encantar
Alguém sonha
Ser; saudade...
Dar a volta
à terra de verdade
E se por acaso acontecer
Encontrar, o paraíso
Em algum ponto...
Acordo!
Largo a âncora
Depois conto...
Carlos Tronco
Mondeville
27/05/05
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Virtual
Perguntei ao silêncio da noite
O que procuravas aqui, nesta teia
Que temias tu sereia?
Um beijo? Ou então açoite?
Para no longínquo anonimato deste meio
Virtual de se amar a si mesmo
Sem prazer
Olhemos a tela
E vemos feio
Nossa cara, nossas crenças, nosso ser
Que procuramos então juntos aqui
Vida, vidas, teatro ou real sentir?
A distância como mascara do tempo?
Muralha de defesa do sentimento
Qual fracasso esconde-mos ao ouvir
Letras, letras, letras,
Sinceras
Ou tretas?
Confissões ousadas
Palavras pesadas
Sentimentos censurados
Namoros
Sentir mas não tocar
Não ver sequer
Lágrimas
Lamentos
Amor virtual
Sem pecado capital
O essencial está salvoA alma, a alma, alma
O que não impede de arder
A chama, a chama, a chama
E virtualmente sofrer.
Carlos Tronco
O que procuravas aqui, nesta teia
Que temias tu sereia?
Um beijo? Ou então açoite?
Para no longínquo anonimato deste meio
Virtual de se amar a si mesmo
Sem prazer
Olhemos a tela
E vemos feio
Nossa cara, nossas crenças, nosso ser
Que procuramos então juntos aqui
Vida, vidas, teatro ou real sentir?
A distância como mascara do tempo?
Muralha de defesa do sentimento
Qual fracasso esconde-mos ao ouvir
Letras, letras, letras,
Sinceras
Ou tretas?
Confissões ousadas
Palavras pesadas
Sentimentos censurados
Namoros
Sentir mas não tocar
Não ver sequer
Lágrimas
Lamentos
Amor virtual
Sem pecado capital
O essencial está salvoA alma, a alma, alma
O que não impede de arder
A chama, a chama, a chama
E virtualmente sofrer.
Carlos Tronco
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Homem
Amarrado ao mastro de um navio
Olhos cegos para o canto não ouvir
Nos braços de uma sereia não perder
Nem fé, nem tempo e ainda menos brio
Amarrado ao mastro de um navio
Tal o grego da grega mitologia
O navio da vida, esquecia
Sem amor até o verão é frio
Amarrado ao mastro de um navio
Tímpanos furados por doce melodia
Cegando cegos olhos, segando verdes trigos
Sugando até sangue, ouvindo só gemidos
Cegando esperanças, dos cegos dia a dia
Abrindo os abrigos
Ao vento, à tempestade
E ao futuro incerto
Pregar não sendo padre
Quando já usado
Exausto, velho, inerte
Ao céu pede clemência
Ao pai, o seu perdão
Só já encontra o diabo
Para lhe estender a mão
Carlos Tronco
Mondeville
24/05/05
Olhos cegos para o canto não ouvir
Nos braços de uma sereia não perder
Nem fé, nem tempo e ainda menos brio
Amarrado ao mastro de um navio
Tal o grego da grega mitologia
O navio da vida, esquecia
Sem amor até o verão é frio
Amarrado ao mastro de um navio
Tímpanos furados por doce melodia
Cegando cegos olhos, segando verdes trigos
Sugando até sangue, ouvindo só gemidos
Cegando esperanças, dos cegos dia a dia
Abrindo os abrigos
Ao vento, à tempestade
E ao futuro incerto
Pregar não sendo padre
Quando já usado
Exausto, velho, inerte
Ao céu pede clemência
Ao pai, o seu perdão
Só já encontra o diabo
Para lhe estender a mão
Carlos Tronco
Mondeville
24/05/05
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Quando desce o sol, sobe alto a lua
Quero encontrar no teu carinho
Elixir de eterna juventude
Como esse outrora, em que pude
Ser rumo no teu caminho
Afastar as turbulentas
Águas de um mar salgado
Atravessar com agrado
Estreitos, lagos e lendas
E quando o sol já cansado
Deixar o lugar á lua
e a saudade for um fado
A vida sera uma senda
Canto, prece, minha e tua
Os frutos a tua prenda
Carlos Tronco
Mondeville
24/05/05
Elixir de eterna juventude
Como esse outrora, em que pude
Ser rumo no teu caminho
Afastar as turbulentas
Águas de um mar salgado
Atravessar com agrado
Estreitos, lagos e lendas
E quando o sol já cansado
Deixar o lugar á lua
e a saudade for um fado
A vida sera uma senda
Canto, prece, minha e tua
Os frutos a tua prenda
Carlos Tronco
Mondeville
24/05/05
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Inverno austral
É quando o inverno chega
com só seus cabelos
cor de neve
que o aconchego
da colcha de retalhos
se faz sentir
com mais
insistência
vamos aprendendo
juntos
a desvendar
os mistérios
dos gansos
lagartos
colibris
crocodilos
e outros animais humanos
Será a magia da vida?
Carlos Tronco
Mondevile
24-05-2005
com só seus cabelos
cor de neve
que o aconchego
da colcha de retalhos
se faz sentir
com mais
insistência
vamos aprendendo
juntos
a desvendar
os mistérios
dos gansos
lagartos
colibris
crocodilos
e outros animais humanos
Será a magia da vida?
Carlos Tronco
Mondevile
24-05-2005
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Perdição-Fado
A distância por castigo
Não quero discutir contigo
Do sentido da paixão
Basta-me sentir nas folhas
O vento onde recolhas
O bater do coração
Corre o tempo , foge a vida
Vais tu, vou eu; despedida
Está certo; dá para pensar
São muitos os meus desejos
Meus sonhos, falta de beijos
Mas um dia hei-de cantar
Fechar olhos como o galo
Para não ver do que falo
Escutar a emoção
Há muito ando perdido
Neste mundo sem sentido
Procurando a tua mão
Outrora ensinei a andar
A uma amiga sem par
Pelo caminho do meio
Seguindo o exemplo das velas
Quanto mais vento mais belas
Tudo o contrário do feio
Ensinando e aprendendo
Subindo mais que descendo
Por vezes a procurar
Onde anda o meu amor
Tal o perfume da flor
É charme de encantar
Meus amores, fosse eu fadista
Dava o peito e até a vista
A quem me quisesse por par
Sou apenas marinheiro
Por destino sou solteiro
E a lua é o meu altar.
Carlos Tronco
Não quero discutir contigo
Do sentido da paixão
Basta-me sentir nas folhas
O vento onde recolhas
O bater do coração
Corre o tempo , foge a vida
Vais tu, vou eu; despedida
Está certo; dá para pensar
São muitos os meus desejos
Meus sonhos, falta de beijos
Mas um dia hei-de cantar
Fechar olhos como o galo
Para não ver do que falo
Escutar a emoção
Há muito ando perdido
Neste mundo sem sentido
Procurando a tua mão
Outrora ensinei a andar
A uma amiga sem par
Pelo caminho do meio
Seguindo o exemplo das velas
Quanto mais vento mais belas
Tudo o contrário do feio
Ensinando e aprendendo
Subindo mais que descendo
Por vezes a procurar
Onde anda o meu amor
Tal o perfume da flor
É charme de encantar
Meus amores, fosse eu fadista
Dava o peito e até a vista
A quem me quisesse por par
Sou apenas marinheiro
Por destino sou solteiro
E a lua é o meu altar.
Carlos Tronco
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Até ser dia
Noite e dia perguntei
O que será o amor
Da vida interroguei
O tom cor e sabor
Pedi ao vento vadio
Às flores e mulheres em cio
Procurei brando calor
Cada um o seu sentir
Respondeu sem hesitar
É loucura perguntar
A vida passa a fugir
Entre o parto e a morte
É vida e quando há sorte
Fadas ajudam o parir
Perplexo, duvidei
Sendo tão fácil a resposta
Porque a vida é tão torta
O divino é complexo
Obra de "Deus" o destino
Pode o humano ser "Lei"?
Deixo a pergunta aos astutos
Algozes, parvos e brutos
Não me vão contaminar
Procuro a resposta nas estrelas
Nos mares, nas ondas mais belas
O meu fado sempre amar
O que será o amor
Da vida interroguei
O tom cor e sabor
Pedi ao vento vadio
Às flores e mulheres em cio
Procurei brando calor
Cada um o seu sentir
Respondeu sem hesitar
É loucura perguntar
A vida passa a fugir
Entre o parto e a morte
É vida e quando há sorte
Fadas ajudam o parir
Perplexo, duvidei
Sendo tão fácil a resposta
Porque a vida é tão torta
O divino é complexo
Obra de "Deus" o destino
Pode o humano ser "Lei"?
Deixo a pergunta aos astutos
Algozes, parvos e brutos
Não me vão contaminar
Procuro a resposta nas estrelas
Nos mares, nas ondas mais belas
O meu fado sempre amar
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